PARA REFLETIR
domingo, 11 de julho de 2010
A QUEM POSSA INTERESSAR.
CONTRA A DITADURA
Colegas,
foi criado na internet um petitionline que pede à Reitoria da PUC de Campinas que cancele uma homenagem (sic) que esta Universidade (desde 1973) continua prestando ao ditador-algoz Garrastazu Medici.
Para apoiar esta campanha organizada por várias entidades da "sociedade civil" brasileira, é só CLICAR no link abaixo.
http://www.petitiononline.com/
UM EXEMPLO TÍPICO DE DITADURA
Muitas vezes a ¨falsa oposição tucana¨ acusa o governo Lula de querer censurar os meios de comunicação (o que não deixa de ter um certo grau de verdade), mais toda essa ¨ verdade¨ começa a inverter de lado. Principalmente nos últimos dias. Um bom exemplo foi a postura do candidato Jose Serra (PSDB) que praticou uma ingerência política com relação a TV Cultura. O ex-governador de São Paulo demitiu o Jornalista Heródoto Barbeiro, por este ter lhe feito uma pergunta diríamos assim... incomoda no programa Roda Viva.
Além de substituir Heródoto Barbeiro no programa, o jornalista Gabriel Priolli foi afastado do cargo de diretor de jornalismo da Cultura. Pelo fato de a emissora ter produzido um documentário, que denunciava o aumento nos pedágios de São Paulo.
Não vou defender aqui o governo Lula, mais o candidato tucano, usou seu poder de influencia como ex-governador, para demitir um jornalista que está a anos na frente da TV cultura, como é o caso do Barbeiro, por exercer o seu direito de expressão e afastar um diretor de jornalismo, devido a um documentário, que mostra a realidade de São Paulo, ora bolas, será que isso também não tem um certo grau de censura? Ou será que eu estou errado? Não estou defendendo o governo Lula, mais será que esse fato também não mancha um pouquinho a reputação ilibada da ¨falsa oposição¨?
A URGÊNCIA DA AUDITORIA DA DÍVIDA PÚBLICA
É inadmissível que um país gaste bilhões dessa forma e ninguém se manifeste sobre isso; é preciso saber para onde vai o dinheiro pública.
O Copom (Comitê de Política Monetária) aumentou para 10,25% a taxa de juros com a justificativa de contenção da inflação. O que não se fala é que, com esse aumento -que consolida o Brasil como paraíso dos capitais especulativos-, dispara também a dívida pública do país.
Enquanto se mantém a atração do capital financeiro internacional, as consequências internas com escassez de recursos para áreas sociais são desastrosas. O relatório final da CPI da dívida pública, proposta por nosso mandato, reconhece que o fator mais importante para o crescimento da dívida foram as altas taxas de juros.
O documento afirma que as decisões do Copom sobre o tema não são transparentes. Mas os dados levantados pela CPI vão além e revelam como a dívida se tornou o nó da política econômica brasileira. De 1995 a 2009, ela saltou de R$ 60 bilhões para R$ 2 trilhões, sendo que R$ 1 trilhão foi pago apenas em juros e amortizações.
Somente no ano passado, R$ 380 bilhões -36% do Orçamento do país- foram alocados para juros e amortizações. Outro bolo foi destinado à rolagem da dívida. Enquanto isso, foram destinados menos de 3% para educação e menos de 5% para saúde.
Os documentos analisados pela CPI também apontam para acordos e contratos extremamente lesivos aos cofres e interesses nacionais, desde o boom da dívida externa até sua transformação, depois do Plano Real, em dívida interna.
As ilegalidades incluem a aplicação de juros flutuantes nos contratos da dívida externa com bancos privados internacionais na década de 70, com dano de US$ 223 bilhões ao patrimônio público, e cláusulas ilegais em acordos com bancos privados nos anos 80 e 90.
Incluem também aplicação do mecanismo de “juros sobre juros”, proibido pelo STF, e recompras antecipadas de títulos da dívida externa por meio do pagamento de ágio de até 50% do valor de f ace do título e da emissão de títulos da dívida interna, mais onerosa para o país.
Ao longo dos trabalhos da CPI, PSDB, DEM, PT e PMDB impediram a convocação de autoridades monetárias, como os ministros Pedro Malan e Antônio Palocci. Depois de muita batalha, conseguimos ouvir o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro Guido Mantega. Ambos negaram que a dívida seja um problema para o país.
O próprio Tribunal de Contas da União (TCU), no entanto, encontrou várias ilegalidades nas auditorias pontuais da dívida feitas pelo órgão -isso porque a maioria dos fatos examinados pela comissão nem sequer chegou a ser auditada pelo TCU. Ou seja, é preciso aprofundar as investigações. Por isso, todos os documentos da CPI foram encaminhados à Procuradoria-Geral da República, que criou um grupo especial para investigá-los. Pelas mesmas razões, defendemos a realização imediata de uma auditoria integral da dívida públi ca, conforme prevê a Constituição Federal. A sociedade precisa saber para onde vai o dinheiro público.
Essa enorme sangria de recursos nunca é quantificada em sofrimento e humilhação dos milhões de brasileiros que pagam um preço monumental pela educação sucateada, pela falta de sistema de saúde de qualidade, de moradia decente, de aposentadorias dignas e de empregos que adviriam de investimentos públicos. Ou seja, camufla-se o impacto da dívida pública para os brasileiros.
É inadmissível que um país gaste bilhões dessa forma e ninguém se manifeste sobre isso. A passividade no enfrentamento e a ocultação dessa verdade à população impedem a construção de um país soberano e com justiça social. Com a palavra, os candidatos à Presidência da República.
ENQUETE PARA TWITTEIROS
Camaradas o TSE criu um linck no twiter que é possível votar nos candidatos a presidente, governador, senadores, mas apenas para aqueles que tem twiter, porque a pesquisa é entre usuários do twitter.
O resultado parcial é:
sábado, 10 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
ALMOÇO ALTERNATIVO
O almoço será servido à partir das 12Hs, o cardápio terá: feijão tropeiro, Arroz enriquecido, Frango assado, maionese de mandioca, Farofa e Saladas váridas.
PS. levar prato e talheres.
Obs: Não esqueça o valor do almoço é de R$10,00 ( dez reais) por pessoa
quinta-feira, 8 de julho de 2010
ENERGIA RENOVÁVEL, POR QUE NÃO NO BRASIL?
A Alemanha irá produzir toda a sua eletricidade com fontes de energia renovável até 2050 e se tornar a primeira grande nação industrial a eliminar a dependência sobre combustíveis fósseis, disse a Agencia Federal do Meio Ambiente nesta quarta-feira.
A Alemanha já é uma liderança em energia renovável e exporta tecnologia verde para o mundo todo. O país produz 16 por cento de sua energia de fontes eólicas, solares e outras fontes renováveis — três vezes o índice de cinco por cento, há 15 anos. Reportagem de Erik Kirschbaum, da Agência Reuters.
“Uma conversão completa para a energia renovável até 2050 é possível do ponto de vista técnico e ecológico”, disse Jochen Flasbarth, presidente da Agência Federal do Meio Ambiente, ao apresentar um novo estudo a jornalistas na quarta-feira.
“É uma meta muito realista baseada em tecnologia já existente — não é uma previsão abstrata”, acrescentou, dizendo que o cronograma poderia até ser acelerado com novas inovações tecnológicas e uma maior aceitação do público.
Graças ao Ato de Energia Renovável, a Alemanha é o líder mundial de fotovoltaicos com metade da capacidade instalada. O país espera acrescentar mais de 5 mil megawatts de capacidade fotovoltaica neste ano para um total de 14 mil megawatts.
A Alemanha também é a segunda maior produtora de energia eólica depois dos Estados Unidos. Cerca de 300 mil empregos no setor de energia renovável foram criados na Alemanha na última década.
O governo pretende cortar a emissão de gases de efeito estufa em 40 por cento entre 1990 e 2020, e de 80 para 85 por cento até 2050. Esse objetivo pode ser atingido se a Alemanha converter completamente para fontes renováveis até 2050, disse Flasbarth.
Cerca de 40 por cento dos gases de efeito estufa produzidos pela Alemanha vem da produção de eletricidade, particularmente de usinas de carvão.
Flasbarth disse que o estudo da Agência do Meio Ambiente descobriu que a conversão para energia verde até 2050 teria vantagens econômicas, especialmente para a importante indústria manufatureira voltada para exportação. Além disso, também criaria dezenas de milhares de empregos.
“O custo da conversão total para renováveis é muito menor que o custo para futuras gerações causado pelas mudanças climáticas”, disse ele.
Reportagem da Agência Reuters, no UOL Notícias.
EcoDebate, 08/07/2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
BLOG DOXOLOGIA
PISTA DE EVENTOS EQUESTRES
POLITICA & BUSINESS
POLÍTICA & BUSINESS
Penso que não é necessário gastar muitas palavras para mostrar o domínio do poder econômico na política, embora seja necessário denunciar essa situação, e refletir sobre ela.
Disse-me uma vez um respeitado intelectual da esquerda brasileira, o Brasil é um dos países do mundo onde mais claramente a política se transformou em negócio, sendo superado nesse quesito apenas pelo México. Fazer política, que deveria ser atividade voltada à busca da justiça social e do bem viver, virou sinônimo de ganhar dinheiro, de “se dar bem na vida”.
Exemplos não faltam. Parlamentar usar o mandato para favorecer grupos econômicos, como forma de retribuir as contribuições que recebeu durante a campanha, não é novidade; o administrador usar o cargo público para beneficiar amigos e parentes, também não é novidade, como mostra o caso da Assembléia Legislativa do Paraná. Cite-se ainda o mensalão, no legislativo federal e no Distrito Federal, e a venda de licenças ambientais, no governo do Paraná.
As campanhas eleitorais transformaram-se em comércio, onde uma multidão de eleitores, muitas vezes pobres, e sempre e viciados na prática, acabam trocando seu voto por algum benefício material. Quanto a esse aspecto a atual campanha seguirá a detestável tradição. Os dois candidatos a governador do Paraná mais ricos materiais dispõe de 69 milhões de reais para ir às compras. Certamente ambos terão ainda o tradicional caixa dois para os socorrer. Com essa fortuna não é difícil concluir que a eleição vai se transformar num verdadeiro leilão, onde a compra de votos será prática generalizada.
E não há poder estatal que consiga dar conta dessa situação. Aparentemente os candidatos ricos ignoram solenemente a legislação. Ontem mesmo, dia 06 de julho, um dia após o registro das candidaturas, o candidato do PSDB já usava material impresso, quando a lei exige que em qualquer material deve constar o CNPJ. A justiça ainda não havia liberado o número do CNPJ e com o uso do material foi ilegal. Resta à justiça eleitoral mostrar que está atenta aos abusos.
Uma das formas de impedir que o poder econômico decida as eleições é fazer uma reforma política que institua o financiamento público exclusivo das campanhas. Se não for assim, estas continuarão sendo apenas mais um momento de negócios.
terça-feira, 6 de julho de 2010
ESTOU DE OLHO
P.SOL e SEU PENSAMENTO SOBRE O DIREITO À TERRA
segunda-feira, 5 de julho de 2010
BETO RICHA JÁ LOTEOU O PARANÁ
Casa Civil – Deonilson Roldo
Chefe de Gabinete – Ezequias Moreira
Casa Militar – Cel. Itamar dos Santos
Escritório em Brasília – Professor Galdino
Procuradoria Geral – Ivan Bonilha
Secretaria de Administração – Giovane Gionédis
Secretaria de Planejamento – João Cláudio Derosso
Secretaria de Agricultura – Joarez Reichs
Secretaria de Ciências e Tecnologia – Professor Ramiro Warhafting
Secretaria de Comunicação – Fábio Campana
TV Educativa – Amauri Escudeiro
Secretaria da Criança e Juventude – Marcello Richa
Secretaria da Cultura – Leandro Knopfholz
Museu Oscar Niemayer – Fernanda Richa
Secretaria de Educação – Yvelise Arcoverde
SUDE (antiga Fundepar) – Luciano Mewes
Paraná Esporte – Juliano Borghetti
Secretaria da Fazenda – Ingo Hubert
Secretaria da Indústria e Mercosul – Alfredo Kaefer
Secretaria da Justiça – Cid Campelo
Secretaria de Saúde – Alceni Guerra
Secretaria de Segurança – Fernando Francisquini
Secretaria de Obras – Augusto Canto Neto
Secretaria de Desenvolvimento Urbano – Cassio Taniguchi
Secretaria de Meio Ambiente – José Domingues Scarpelini
Secretaria do Trabalho – Manasses Oliveira
Secretaria de Turismo – Amin Hannouche
Paraná Turismo e Assuntos da Copa – Alexandre Gardolinski
Secretaria dos Transportes – José “Pepe” Richa
Secretaria de Relações Comunitárias – Valdenir Dias
Secretaria de Assuntos Estratégicos – Gerson Guelmann
Ouvidoria Geral – João Elias de Oliveira
Porto de Paranaguá – Lourenço Fregonese
Teatro Guaíra – Renata Bueno
PROCON – Lineu Tomass
Cohapar – Lubomir Fichinski
Celepar – Gelson Guelmann
Copel – Jaime Lerner
Paraná Previdência – Renato Follador
Paraná Cidade – Guaraci Andrade
DETRAN – José Borba
IAP – Walmor Trentini
Sanepar – mounir chaowiche
BRDE – José Janene
Lactec – Alberto Klauss
Provopar – Mari Ducci
Compagás – Rubico Camargo
Liderança do Governo na Assembleia Legislativa – Luiz Cláudio Romanelli
Presidente da Assembleia Legislativa – Valdir Rossoni
Fonte: http://www.
domingo, 4 de julho de 2010
ELE VOLTOU!
ELIETE AMARAL
LOJAS MARISA MULTADA POR SERVIÇOS ESCRAVOS
Fiscalização multa rede de lojas Marisa por trabalho escravo
Por Redação - de São Paulo
Erro! O nome de arquivo não foi especificado.
A costureira ganha R$ 2 por peça
Uma inspeção de rotina de fiscais do Ministério do Trabalho descobriu, na capital paulista, nesta quinta-feira, trabalhadores bolivianos em condições análogas à escravidão em oficinas de costura contratadas pela rede de lojas Marisa. Cada trabalhador recebe R$ 2 por uma peça que será vendida a R$ 49,99 pela empresa.
Diante das evidências, a empresa foi autuada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP) acusada de ligação com o trabalho escravo de imigrantes sul-americanos. Foram aplicados 43 autos de infração, num total de R$ 663,6 mil, depois de serem encontrados, em oficinas de costura contratadas pela empresa, imigrantes trabalhando em condições análogas à escravidão. As ações de fiscalização ocorreram durante os meses de fevereiro e março.
O rastreamento da cadeia produtiva do setor de confecções levou a SRTE a encontrar trabalhadores, em geral bolivianos, sem registro, com salários de R$ 202 a R$ 247, menos da metade do mínimo brasileiro (R$ 510) e menos de um terço do piso da categoria. As condições de trabalho, saúde e segurança também eram inadequadas. De acordo com as investigações dos fiscais do trabalho, dos R$ 49,99 que um cliente da rede de lojas Marisa pague por uma peça, R$ 2 vão para o trabalhador (4%), R$ 2 para o dono da oficina (4%), R$ 17 para os intermediários (34%) e R$ 28,99 (58%) ficam com a Marisa.
A SRTE também encaminhou o relatório da fiscalização a outros órgãos. À Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (SIT/MTE), bem como à Polícia Federal (PF), para apuração dos indícios de tráfico de pessoas. Os indícios de sonegação de tributos foram enviados às Receitas Federal e Estadual. Representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério Público Federal (MPF) também receberam o material.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
NOTA DE REPÚDIO
Repudio também o fato do "senhor" Prefeito ter lavado as mãos deixando o tal servidor à mercê de um CC, no mínimo anti ético sem respeito algum com um funcionário concursado, coisa que ele mesmo não teve competência de fazê-lo ou ser aprovado, se esta exercendo um cargo na administração, é porque tem costa larga, padrinho dentro da PMS ou sabe bem puxar um saco de pessoas importantes.
Vai também meu repúdio para quem advertiu o funcionário, colocando-o em disponibilidade, e não tomando atitude alguma contra o tal CC, este sim deveria ter sido exonerado da "função" que ocupa.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
INVIABILIZADA A ALIANÇA ENTRE P.SOL E PCB
À MILITÂNCIA, AOS AMIGOS E SIMPATIZANTES DO PCB
(Nota da Comissão Política Nacional do Comitê Central do PCB)
Encerraram-se nesta noite as negociações nacionais com o PSOL, em São Paulo, sem que se lograsse um acordo. A Comissão Política Nacional do Partido, ouvida a comissão de negociação designada pelo Comitê Central, adotou consensualmente a decisão que aqui se esclarece.
Como se sabe, o Comitê Central do PCB havia admitido a possibilidade de que seu Secretário Geral, Ivan Pinheiro, fosse o candidato a Vice-Presidente na chapa encabeçada por Plínio de Arruda Sampaio, além da intenção de contribuir para a eleição de parlamentares do PSOL, celebrando coligações proporcionais.
O impasse se deu em dois pontos, ambos ligados ao espaço do PCB no horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão.
Em cada uma das cinco eleições (Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e Estadual) cada coligação ou chapa própria tem direito a 20 programas de rádio e televisão. O nosso Comitê Central havia estabelecido como proposta para abrirmos mão da candidatura própria a Presidente o direito de o PCB ter 6 programas (um terço) e o PSOL os outros 14. No entanto, nossos interlocutores mantiveram a proposta de 16 para o PSOL e 4 para o PCB.
Outro motivo de impasse foi a proposta apresentada pelo PSOL para compor a coligação no Estado de São Paulo, em que o PCB, antes do início das negociações, já tinha candidaturas próprias aos quatro cargos estaduais em disputa.
A direção do PSOL condicionou a elevação do número de programas eleitorais na televisão para o candidato a Vice para 5, caso o PCB aceitasse a seguinte proposta para São Paulo:
- retirarmos nossa candidatura a Governador e indicarmos o Vice para o seu candidato, Paulo Búfalo, ex-vereador em Campinas; nosso candidato a Vice teria direito a 5 programas e o candidato a Governador a 15;
- um candidato a Senador para cada partido;
- coligação proporcional, tanto para Deputado Federal como Estadual, em que o PSOL ficaria com 90% do horário eleitoral e o PCB com 10%.
No que se refere à negociação sobre São Paulo, contrapropusemos a escolha de um candidato a Governador de consenso, mesmo que filiado ao PSOL, sugerindo o nome de Ildo Sauer, ex-diretor da Petrobrás demitido por Lula e uma das expressões nacionais da campanha pela reestatização da empresa. Sobre as coligações proporcionais, nossa contraproposta inicial era de 25% do horário eleitoral, mas chegamos a admitir 20%, dependendo do conjunto da proposta.
Na realidade, a longa negociação acabou se limitando a estas duas questões, não se aprofundando nos possíveis entendimentos sobre outros Estados.
Tendo em vista a frustração do acordo, ficam mantidas as candidaturas próprias do PCB a Presidente (Ivan Pinheiro) e a Vice-Presidente (Edmilson Costa), além de nossas chapas próprias nos Estados, exceto naqueles em que se celebraram coligações no âmbito regional.
Estamos certos de que foi correta a decisão do Comitê Central do PCB de admitir a retirada de nossa candidatura presidencial e abrir negociações com o PSOL, partido com o qual contamos para a viabilização da necessária frente anticapitalista em nosso país.
A celebração desta aliança eleitoral seria uma importante sinalização para o conjunto da esquerda socialista, no sentido de suscitar um relacionamento político favorável à unidade de ação nas duras batalhas anticapitalistas e antiimperialistas, cada vez mais duras e complexas, em função da crise sistêmica do capital.
No entanto, mais importante que a formalização de uma coligação eleitoral foi o diálogo respeitoso que vivenciamos nestes dias com os companheiros do PSOL, cujas razões para não flexibilizar nessas negociações o PCB entende e respeita, em função das diferenças de forma de organização e de linha política, no campo da tática e da estratégica, entre nossos dois partidos.
De nossa parte, faremos de nossa campanha própria uma tribuna que ajude a criar as condições para a unidade de ação no campo da esquerda socialista e, sobretudo, para a constituição de uma frente ampla e permanente em oposição à ordem burguesa, para além dessas e de outras eleições.
Aos militantes e simpatizantes do PCB, conclamamos a darmos o melhor dos nossos esforços para fazer com que o saldo desta nossa campanha própria acumule forças na perspectiva da revolução socialista.
São Paulo, 30 de junho de 2010, às 23 horas e 38 minutos
COMISSÃO POLÍTICA NACIONAL
PCB – PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO